Dicionário

Letra C Letra E Letra Y Letra R Letra P Letra N Letra T Letra U Letra W Letra A Letra V Letra X Letra Z Letra M Letra K Letra L Letra J Letra I Letra H Letra G Letra O Letra Q Letra S Letra F Letra D Letra B Letra B Letra B Letra A

Ablação por Cateter

A ablação é um procedimento que se utiliza catéteres (fios) colocados dentro do coração e é usado para tratar definitivamente grande parte das arritmias cardíacas, que até a poucos anos, somente podiam ser tratadas provisoriamente através de remédios ou definitivamente por cirurgia cardíaca, reservada para os casos muito graves.
A ablação é um procedimento que se utiliza catéteres (fios) colocados dentro do coração e é usado para tratar definitivamente grande parte das arritmias cardíacas, que até a poucos anos, somente podiam ser tratadas provisoriamente através de remédios ou definitivamente por cirurgia cardíaca, reservada para os casos muito graves. Com a moderna técnica, muitos pacientes portadores de arritmias cardíacas podem ficar curados, sem a necessidade de cirurgia ou medicações, com muito mais eficiência e com raras complicações. A duração média do procedimento é de cerca de 120 minutos.

Adenosina

Atualmente, a adenosina é a terapia farmacológica de escolha para a reversão das taquicardias paroxísticas supraventriculares. A droga, disponível exclusivamente para uso intravenoso, tem ação rápida e fugaz sobre o nó atrioventricular, com grande aumento do período refratário, podendo provocar bloqueio atrioventricular total transitório, de poucos segundos de duração. A adenosina têm ação direta sobre o sistema de condução especializado. O bloqueio leva, obviamente, à interrupção das taquicardias que utilizam o nó como parte do circuito. A droga tem a vantagem adicional de possibilitar o diagnóstico diferencial de outras taquicardias supraventriculares exclusivamente atriais, como a taquicardia atrial paroxística ou o "flutter" atrial; nesses casos, o bloqueio atrioventricular não interrompe a taquicardia, levando ao diagnóstico correto. A taxa de reversão para ritmo sinusal é de praticamente 100%. Importante notar que esta droga não tem nenhuma ação na prevenção de episódios de arritmia.
Os efeitos colaterais mais comuns são sensação de onda de calor e "flushing" cutâneo, ambos transitórios e sem maiores conseqüências.

Arritmias Atriais

Exemplos de taquicardias atriais incluem a fibrilação e o flutter atriais e a taquicardia paroxística atrial. Na fibrilação atrial , sinais elétricos múltiplos, rápidos e caóticos são disparados de várias regiões dos átrios e causam contrações rápidas e irregulares dos ventrículos.

O flutter atrial é parecido com a fibrilação, mas os batimentos são mais regulares. Não só as mesmas condições causam a fibrilação e o flutter, como o tratamento agudo das duas formas de arritmia.

A taquicardia paroxística atrial manifesta-se por surtos de batimentos muito rápidos e regulares originados no átrio, mas de um local diferente do nó sinoatrial. Esta arritmia pode ser provocada também por excesso de álcool, cafeína, fumo, hormônio tireóideo, além de certos medicamentos, mas não costuma traduzir nenhuma doença estrutural do coração. É incômoda quando sentida (às vezes o paciente nada sente) e em geral assusta muito, mas é uma arritmia quase sempre benigna.

Arritmias ventriculares

São taquiarritmias que se originam nas câmaras inferiores do coração (os ventrículos). As arritmias ventriculares incluem as extra-sístoles (batimentos precoces, fora do ritmo) ventriculares, a taquicardia ventricular e a fibrilação ventricular. A taquicardia ventricular é uma arritmia rápida que origina-se em uma área do ventrículo, enquanto a fibrilação resulta de várias áreas gerando estímulos de maneira caótica. Estas duas são formas extremamente graves de arritmia e devem ser imediatamente tratadas, pois podem matar o paciente em poucos. Pacientes com taquicardia e fibrilação ventricular, em geral têm corações doentes, seja por doença intrínseca do músculo (cardiomiopatia) ou por doença das artérias coronárias. Alguns medicamentos ou alterações dos eletrólitos sangüíneos como baixos níveis de potássio podem também provocar estas arritmias graves. Por triste ironia, alguns medicamentos usados para tratar arritmias mais brandas como extras - sístoles podem acabar desencadeando estas arritmias graves. É por este motivo, aliás, que os critérios para tratamento de extras - sístoles com medicamentos, são extremamente rigorosos.

Artérias coronárias

Os vasos sanguíneos que levam sangue oxigenado da aorta para o músculo de coração. Há três artérias coronárias principais: a artéria coronária direita, a artéria coronária esquerda descendente anterior, e a artéria circunflexa.

 


Responsável técnico. Não deixe de conferir o blog